segunda-feira, 25 de junho de 2007


"Fazer o bem, sem olhar a quem"


As ações e pensamentos do ser humano vêm sendo estudadas a milhares de anos. Cientistas, teólogos, pessoas comuns, todos tendem a tentar decifrar este ser, que apesar de se tratar de indivíduos comuns aos que os investigam se tornam a cada dia mais complexos e interessantes. Com o crescimento da competição entre estes seres em um espaço a cada dia mais reduzido pela total incapacidade de parar de procriar-se surgem a cada dia novas perguntas. Uma delas, e que vêm sendo difundida como impossível em um mundo cada vez mais individualista é a capacidade de o homem realizar boas ações sem nenhuma intenção de ganhar nada em troca.


Por exemplo, doações e benevolência vão de vento em popa na França. É o que revela uma pesquisa efetuada pelo Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS). Em 1993, um a cada dois franceses fez algum donativo e um a cada cinco trabalhadores fez benevolência, ou seja, um milhão a mais do que em 1990. O total dos donativos passou, durante o mesmo período, de 9,5 a 14,3 bilhões de francos (1,9 a 2,8 bilhões de dólares) dirigidos prioritariamente para o setor de saúde (um quarto dos donativos), as igrejas (que mobilizam menos os franceses do que os alemães, por exemplo), os serviços sociais, a ajuda internacional, a educação e a pesquisa. As mulheres e as pessoas que praticam alguma religião são os que mais fazem donativos, enquanto que os trabalhadores da área de benevolência são mais freqüentemente doadores do que os outros.


São dados maravilhosos, as pessoas cada vez mais se interessam por ajudar, mas há de se atentar que muito do que se considera benevolência está ligado com a imagem que possam passar a outros, ligado a formas religiosas de se fazer o bem pela idéia de redenção, ou até mesmo, de formas institucionalizadas de incetivo, assim como as ações do governo nacional de criar mecanismos para isenção de impostos daqueles que se tornam responsáveis por ações sociais. Todas, ações provocadas por interesses individualistas de certa forma, mas que por fim acabam criando novas possibilidades aos que necessitam.


Na verdade, venho através de toda essa esplanação tentar chamar a atenção de todos para uma ação que pode, seja ela com segundas intenções, ou não, ajudar a muitos, a doação de sangue. Os bancos de sangue de todo o país possuem um déficit grande de todas as variedades de sangue e a doação é simples e não dói, basta você tirar o tempo que deixa para não fazer nada, para não fazer nada no banco de sangue mais próximo da sua casa.


Os Amigos da Geralda abraçam essa causa.

2 comentários:

Anônimo disse...

Grande Zanatta...

Espetacular a iniciativa...
Sou doadora há 3 anos já e sempre tentomconverter as pessoas que tem medo de doar (risos)...
Particularmente, acho que só de saber que vc está ajudando uma pessoa que você geralmente nem conhece, é a maior gratificação nesse ato.

Zanatta disse...

Isso aí Patrícia, quem pode têm mais que doar mesmo, uma hora dessas eu faço uma campanha mais forte para irmos em grupo lá...